O primeiro atingiu a pálpebra esquerda, trazendo-lhe o desconforto de estar no mundo. O outro caiu vertiginosamente contra a estrada que seguia. Vendo-o se transformar em nada, se desfazendo diante daquilo que poderia ser a imensidão, sentiu o infortúnio de rasgar-se em vida. E agora que existia, poderia contar algumas histórias
terça-feira, 1 de março de 2011
Com dinheiro ou sem dinheiro, eu me viro em Fevereiro.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
domingo, 28 de novembro de 2010
Bom dia, Comunidade!
Comunidade: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=107290944
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Cotas na UFRGS
Ter, 14 de Setembro de 2010 01:22 Educacao - Cotas no STF
No Brasil vivemos em um estado de racismo estrutural. Já é comprovado que raça é um conceito biologicamente inadmissível, só existe raça humana e pronto. Mas socialmente, nos vemos e construímos nossa realidade diária em cima de concepções raciais. Portanto, raça é uma realidade sociológica. Não é uma questão de que eu ou você sejamos pessoalmente preconceituosos. Mas é só olhar para qualquer pesquisa que veremos como existe um processo de atração e exclusão de pessoas para estes ou aqueles espaços sociais, dependendo de sua cor. Não é à toa que não temos quase médicos negros, embora eles sejam a maioria nas filas dos postos de saúde; que quase não vemos jornalistas negros, mas estes são expostos diariamente em páginas policiais; que não temos quase professores negros, especialmente em posições com melhores salários, e vemos alunos negros apenas em escolas públicas enquanto, na universidade pública quase só encontramos brancos.
A situação dos indígenas não é diferente, quando eles ainda sofrem lutando pelo direito mínimo de ter suas terras e aldeias, mesmo isso lhes é surrupiado pelos brancos. Vamos parar com esta falácia de dizer que não aceitamos cotas raciais na universidade, porque não queremos ser racistas: se vivemos no Brasil, se fomos criados nesta cultura, se construímos nossas vidas dentro deste conjunto de relações onde a raça é um elemento determinante, somos todos racistas! Não fujamos da realidade. Não usemos a falsa desculpa de que não queremos criar divisões entre raças no Brasil. Nossa sociedade poderia ser mais dividida racialmente do que já é hoje?
O estudo de Marcelo Paixão intitulado "Racismo, pobreza e violência", compara o IDH dos brancos e dos negros dentro do Brasil. O IDH tenta medir a qualidade de vida das populações, combinando os três fatores que, por abranger, cada qual, uma imensa variedade de outros, seriam os essenciais para a medição: renda por habitante, escolaridade e expectativa de vida. Na última versão do IDH, de 2002, o Brasil ocupa o 73º lugar entre 173 países avaliados, mesmo possuindo todas as riquezas nacionais e sendo o 11º país mais desenvolvido economicamente no mundo. Porém, entre 1992 e 2001, enquanto em geral o número de pobres ficou 5 milhões menor, o dos pretos e pardos ficou 500 mil maior. [Consideram-se brancos 53,7% dos brasileiros; pretos ou pardos, 44,7%, que chamaremos, hora em diante de negros]. O estudo mostra que Brasil dos brancos seria, na média o 44º do mundo em matéria de desenvolvimento humano, ao passo que o Brasil dos negros estaria no 104º lugar!!!
Nada disso é novidade, porém, para quem aceita viver com os olhos minimamente abertos. Temos que reconhecer que vivemos num sistema estruturalmente racista, que se reproduz em cima de mecanismos constantes de exclusão e exploração dos negros e de privilégios naturalizados aos brancos. Em um sistema racista, pessoas brancas se beneficiam do racismo, mesmo que não tenham intenções de serem racistas. Nós brancos não precisamos enxergar o racismo estrutural porque não sofremos diariamente diversos processos de exclusão e tratamento negativamente diferencial por causa de nossa raça. Nossa raça (e seus privilégios) são tornados invisíveis dia-a-dia. Este sistema de privilégios invisíveis a nós brancos é que nos põe em vantagens a todo instante, por toda nossa vida, em todas as situações, e que destroça qualquer tentativa de pensarmos que estamos onde estamos apenas por méritos pessoais. Que mérito puro pode ter qualquer branco de estar no lugar confortável em que se encontra hoje, mesmo que tenha saído da pobreza, dentro de um sistema que lhe privilegiou apenas por ser branco, ao mesmo tempo em que prejudicou outros tantos apenas por serem negros?
Vamos apresentar uma breve listinha de circunstâncias em nossas vidas que expõem nossos privilégios de brancos e que, embora não percebêssemos, embora os víssemos apenas como relações naturais para nós, por sermos pessoas normais e "de bem", foram decisivas para nos trazer onde estamos (e por não serem vivenciados também por negros e indígenas, seu resultado é fazer com que seja tão desproporcional o número destas populações dentro da UFRGS, por exemplo):
Leia materia completa: Manifesto dos Brancos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. | Portal Geledés
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Respeitem meus cabelos, brancos (com ou sem vírgula)
Ontem, 23, no mesmo dia em que conversava com uma amiga antropóloga sobre as relações raciais no Brasil, um ato de racismo (e tantos outros certamente desconhecidos) acontecia em Salvador. O episódio, relatado a posterior pela mãe da criança, dilacera novamente essa ferida temida e nem sempre ocultada da nossa sociedade. Minha amiga, na ocasião, contava da experiência impactante de ser confrontada com essa realidade em Brasília - ela é baiana, mas mora nesse lugar -, e do fato de ter sido impelida pela faca de dois gumes Unb-Branquitude a se recolocar na posição de mulher negra. Ou de, pelo menos, tentar entender-se dentro de uma determinada realidade regida sobre um determinado fenômeno.
domingo, 5 de setembro de 2010
Difícil é fazer diferente
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Obaluaê
Trilha Sonora da Festa de São Roque: Let it be, dos Beatles, em ritmo de arrocha. Todo mundo cantou a letra toda, embora 90% das pessoas conheçam tanto de John Lenon que poderiam confundí-lo INRI.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
A Cidade da Bahia
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Há conserto.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Salve, Salvador
Salvador completa 461 anos nessa segunda-feira, dia 29 de março. Embora a data simbolize o marco fundador da cidade, a presença do colonizador português com pequenos núcleos de povoamento remonta há pelo menos 40 antes da chegada de T
omé de Souza, em 1549. Eduardo Bueno nos informa que a Vila do Pereira, atual Porto da Barra, ainda que completamente assombrada pelos ataques assíduos das tribos, se estabelecia com as características necessárias para o início da colonização, especialmente, por demarcar território. A própria ligação de Caramuru com os nativos (Leia-se o sexo profana com Catarina Paraguaçu, atualmente enterrada naquela Igreja caríssima da Graça) - dá conta de que essa relação, quase sempre conflituosa, entre índios e portugueses deveria se aprofundar nos anos subseqüentes. O que de fato foi confirmado pela cruz e pela espada.
escoberta ou encontrada por Américo Vespúcio, em 2 de novembro, Dia de Todos os Santos, daí o nome, combinada com uma falha no relevo garantindo boa visibilidade do território e deixando o colonizador em posição vantajosa numa eventual guerra). Nessa capitania, as terras férteis, aptas a constituir e sustentar a civilização do açúcar, bem como a proximidade da rica biodiversidade da Mata Atlântica, asseguraram um rápido e devastador processo de exploração. Como bem salientou, Sérgio Buarque de Holanda, Portugal veio atrás de riqueza que custa ousadia, não da riqueza que custa trabalho.Precisamente por esse espírito aventureiro, pelo desprendimento de atravessar o Atlântico numa viagem infernal para enfrentar a hostilidade de uma colônia sem nada, pela possibilidade vaga de enriquecimento,
é que tento compreender Salvador. Tento também compreender a Salvador de hoje a partir do significado da chegada do povo africano, posto que a negritude foi a força de trabalho que construiu pedra por pedra, literalmente, todos os cantos e recantos da cidade. Foi quem fincou em Salvador a sua religiosidade, os mistérios e a beleza do candomblé, a musicalidade, a festividade, mas, sobretudo, esse espírito de rebeldia, de irreverência e de resistência.Entender esses laços nos fornece condições de perceber as inter-relações cotidianas daqui. Está espalhado nos pequenos cenários urbanos, nos diálogos, no remelexo, na malemolência, na ironia, no debochar de tudo e de si mesmo, na celebração, nas desgraças, no sagrado e no profano, nesse espírito barroco que pinta de contraste a cidade. Uma cidade que, como nenhuma outra, encarna uma relação profunda com o corpo, com a sexualização do sujeito, com a vaidade e com novas possibilidades estéticas. É a cidade das 365 igrejas e dos 5000 mil terreiros, da maioria negra e dos bolsões
de miséria, da percussão vibrante e dos mortos da chacina de Pero Vaz, das festas de largo, dos preconceitos naturalizados e da sensação de que tudo é absolutamente possível, da chacota, das paisagens absurdas e da falta de educação dos motoristas. A Bahia do furtar e do fuder. A cidade do carnaval eterno: tem festa, tem preto, tem branco, tem corda, tem música, tem baiana, tem candomblé, tem gente, tem álcool, tem polícia, tem violência, tem sangue, tem tiro, tem trio e tem outras tantas coisas que a tornam, se não absolutamente encantadora, pelo menos, inexplicável. Parabéns, Cidade da Bahia!terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Espetáculo

Boaventura de Souza Santos, o maior intelectual vivo do mundo, vem pra Salvador. Eu quase choro de emoção e tudo que 99% das pessoas conseguem me dizer é: "sim, mas você vai pra Beyoncé, né?". Faça-me uma garapa.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Amor, Festa e Devoção
domingo, 11 de outubro de 2009
Ciclos

TRISTEZA E CONTENTAMENTO (Referente a 1ª Etapa) É quando sua rotina está uma droga e aquele seu sonho de morar em NY anda tão distante que qualquer promoção aérea para Minas Gerais já te deixa animado. Perceba, é somente Minas Gerais.
DÚVIDA (A etapa que não é primeira nem segunda) Você ouve alguém na rua falar uai e trem bã (se não for MG pensa no sotaque do lugar que você vai e substitui. A fórmula funciona). Imediatamente, você se lembra de que vai para esse lugar e que vai ser assistido por pessoas que se comunicam assim. Should i stay or should i go?
PLANOS (2ª Etapa) Vendo que não é um bom negócio cancelar a passagem e perder paciência e dinheiro, você confirma o hostel. Uma vez concluído o processo, é hora de fazer planos do que fazer e ver. E aí, pirem, você acaba descobrindo que o ponto turístico da cidade é uma lagoa. Pirem de novo: é artificial.
ANIMAÇÃO (Da etapa em que o desfecho começa a se anunciar) Uma lagoa é um lugar aprazível. Um trânsito pesado é sinônimo de vivacidade. Um aeroporto na casa do inferno é sinal de planejamento urbano. Um povo caipira é excelente fonte de estudo antropológico. Temeridade, lixo é o seu lugar.
CRISE BRUTA (Etapa Crítica) É o momento em que a empolgação se encontra com o pouco que sobrou do seu senso de realidade (e, convenientemente, com seu senso de rídiculo). Você pensa em cancelar passagem, albergue e congresso. Sabe que será ruim com a mesma certeza de que sabe que precisa ir.
DA ETAPA QUE SE CONCLUI Você viaja. O que vai sobrar disso depende de alguns fatores imprevistos, que embora incertos sempre te levam inevitavelmente a...
...TRISTEZA E CONTENTAMENTO Porque se sua última viagem foi maravilhosa você fica triste porque acabou e se foi uma porcaria você fica triste porque foi e gastou o dinheiro do aluguel de seu cubículo quarto e sala em NY. É quando sua rotina volta a ficar uma droga e....
Foto: De uma viagem que passou por todos esses ciclos, mas que ainda não sei o tamanho do sucesso ou fracasso.
PS: Há exatamente um ano eu tinha uma vida em Oslo, na Noruega. Depois, eu tinha uma passagem pra Dublin com conexão em Milão. Em seguida, uma matrícula numa escola em Londres. Quarta-feira estou indo para Belo Horizonte. É pra cortar os pulsos, né não?
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
I do believe in
Inspirada nos ideais apurados de Carlota Joaquina, a louca, ela desembarcou no Brasil após o exílio de um ano no Canadá: “Dessa terra, eu quero até o pó”, declarou beijando escandalosamente o solo do Aeroporto Internacional Dois de Julho, em Salvador. Depois da rápida temporada de seis meses na capital do acaraxé, Camila Mathias, filha da socióloga Viviane e do filósofo Carlos, sobrinha de Xalala, prima do entrevistado anterior, Daniel Fonseca, amiga de Sarah, conhecida de Taiana Pinho, reconhecida ortograficamente pelo Word, encontrada no topo da lista de presença da Unicamp, inteligente de nascença, diz que tem um sonho: quer ser apenas Camila Mathias. Como boa pós-moderna, odeia rótulos. Geminiana do tipo que se divide em três, Camilinha, como prefere ser chamada até os 65, vive a rotina atribulada e desesperada de qualquer estudante universitário brasileiro na bouca de se formar: cursa Ciências Sociais [atente para o fato de que é uma Ciência e não um Serviço] e presta trabalho escravo ao Nepo, Núcleo de Alguma Coisa que Até Hoje não Sabemos o Que É. Nesse turbilhão, a grande baianinha de 1,53m reservou um pequeno espaço na sua gaula cotidiana pra mostrar que quer e pode dar respostas capazes de Roda® Tudo. Cinco meses após o envio das perguntas, nos deparamos com respostas mais complexas do que a nossa vã filosofia é capaz de alcançar - ainda que filosofar, para ela, seja bem menos interessante do que uma assadeira de cookies e ou queijinhos no Porto da Barra.
Quero começar a entrevista perguntando da sua origem mesmo. Onde você nasceu? Em que maternidade? Qual o seu signo?
Nasci em Salvador, óbvio (É que o Brasil só tem mais de cinco mil municípios, bem natural ela nascer aqui), mais precisamente no Hospital Espanhol. Tive o privilégio de já chegar ao mundo com vista para o mar! Sou de gêmeos, acho que isso justifica minha indecisão constante! (risos).
E o seu orixá, você sabe?
Não sei qual é meu orixá, mas confes
so que fiquei curiosa e fui procurar no Google.
Um lugar bem confiável pra jogar os búzios, né?
(Risos) Sei que não é o meio mais adequado, mas enfim...Um dos sites em que entrei disse que meu orixá protetor é Yemanjá. Outro disse que é Ibeji. E outro disse que é Òdí. Conclusão: continuo não sabendo! (risos).
Todo mundo te acha bem estudiosa. Mas você acha que estuda muito ou que só está assumindo as responsabilidades pelas suas escolhas?
Olha, acho que hoje eu posso dizer que estudo pra assumir minhas responsabilidades mesmo. Mas, na época do ISBA, vamos ser sinceros, eu acho que eu era meio biruta! (Risos, risos)! Já me perguntei várias vezes como eu conseguia estudar daquele jeito. Acho que hoje eu sei equilibrar melhor as coisas!
Nada. A gente até gostava de saber do gabarito oficial antes do professor. Mas me diz, você raramente revelava sua notas (certamente para não deixar que 99% dos colegas che
gassem em casa e perguntassem aos pais se não tinham um cérebro mais legal pra colocar naquele corpinho). Mas alguma vez você já tirou nota abaixo de 7?
Claaaaaro que sim! Várias vezes (tá 6,9 não conta). Avisa que tirei 3,25 na prova de matemática da segunda fase da Unicamp (enche o peito em sinal de orgulho)! (Risos)! E só fui descobrir isso essa semana, quando fui pedir meu histórico escolar.
É, mas quando você tira 3,25 na prova de matemática da Unicamp, você fica em quarto lugar. Já aconteceu de você ter um rendimento ruim e chorar bastante em casa?
Tá brincando, né?
Não, estou falando sério. Outra coisa também. A gente quase nunca te vê xingando. É por opção ou por falta de repertório?
Puta que pariu, você nunca me vê xingando é? Como assim, seu filho da puta? Em que mundo você vive, seu porra? (risos). Sempre falei palavrão. Olha só como soa natural. E tenho dito.
Bem, já vi que repertório você tem. Falta só a prática mesmo. Você, além de simples, é muito calminha. Quando é que você sai do sério?
Quando minha professora de antropologia me faz adiar três vezes a passagem de volta pra Salvador; me faz pagar uma multa de quase R$200,00 pra alterar a data e ainda me diz: “Pense que você vai pra Salvador em algum momento, querida. E eu, que nem pra lá vou?”
Risos. Dá pra notar que o mundo é mesmo muito injusto e que a gente precisa ser um pouco mais compreensivo com as pessoas. Quando você voltou do Canadá (pela primeira vez), a experiência de morar fora te deixou um pouco mais faladeira. Por quê?
Porque assim, né, eu voltei de lá, tipo 10 horas de viagem, aí eu cheguei e papapapapa. Queria falar tudo de uma vez e pior é que eu me confundia (ia?) toda. Eu começava a falar, aí esquecia as palavras (Amnésia?). Na aula de redação de Zé Gomes, eu esquecia como escrever em português toda hora!! Mas aí, no dia que eu cheguei era aula de Carrera, e não podia ficar falando. Peguei os balões (as meninas tinham colocado vários balões na sala... tão bonitinho isso, né? Uma graça! E era tudo cor de rosa, se eu me lembro bem)... Mas aí Carrera tava dando aula, e eu fiz um lacinho com os balões na cabeça dele (zzzzzzzZZZZZ). Foi lindo aquilo. Ele não entendeu nada. Achou que eu era louca, né?!
Ele achou, foi? Acho que carece de provas.
Pois é, aí eu saí da sala e meniiiiino (zzzZZZZZZZZZZZZZZZZ), fiquei com uma crise de rinite no dia seguinte. Fiquei de cama vários dias. Aí que não podia falar mesmo... mas, peraí, qual era a pergunta mesmo? (risos).
Hã? Ah, então, queria saber se você era faladeira, mas nem precisa responder.
(Risos) Respondendo de verdade agora (medo!). Acho que sempre fui meio faladeira (supresa!) ! Você que só percebeu isso com um pouco de atraso! (risos) Vai ver que foi saudade de vocês, uai... Tinha muita coisa pra contar!
Teve algo que você fez no Canadá que ninguém, absolutamente ninguém sabe?
Com certeza! Você queria que eu narrasse todas as vezes que fui ao banheiro fazer pipi? 
Tá, tudo bem, não precisa falar do restante. Eu tenho uma outra curiosidade. O que você acha que aconteceria se você ficasse bêbada?
Eu acho que já nasci num estado não-alcóolico de embriaguez eterna, sabe?
Mas, enfim, eu ficaria bem mais tonta do que já sou!!!! E episódios como o da “gaula”, o da piada do biscoito, o do “EU NÃO FAÇO FILOSOFIA!” e o do “toma R$5,50, mas se for mais que R$5,00 não compra não” seriam bem mais freqüentes. Ah, e provavelmente minha voz sairia bem mais esganiçada também...
Você tem alguma preocupação com seu país?
Claro que sim. Por que outra razão eu faria Ciências Sociais? (Riiiiioooooo 2016!!!! UHUUUUUUU)
Aproveitando a euforia com a Copa do Mundo e a com Olimpíada, que, né, demonstram bem a sua preocupação com o Brasil, então, por que pensa em ir embora?
Perguntinha só pra me irritar, né? (risos). Porque tem um pedacinho de mim que mora lá fora. Porque eu adoro a sensação de chegar num lugar diferente. Porque eu sonho em rodar o mundo. E porque nada disso muda ou diminui meus sentimentos em relação ao Brasil.
Nesse caso, você pretende voltar a morar em Salvador ou acha que ficou pequena demais?
Por enquanto acho que não. Mas ninguém sabe o que o futuro reserva (frase original). Salvador sempre vai ser meu lar e nunca vai ser pequena demais.
Claro, é como ter um sítio no interior. Você sabe que ele é seu, mas não precisa pisar em titica de galinha pra saber que ele existe, né? Enfim, retomando, quem do besteirol que faria você ficar feliz em qualquer situação?
Acho que você mesmo, Gilzu...Até quando você é irritante, você me faz rir! (risos).
Alguém do besteirol que faria você ficar triste em qualquer situação?
Não conheço todo mundo do besteirol. (Vejamos, quem ela não conhece do Besteirol. Paula!)
Alguém do besteirol que você levaria pra uma Ilha Deserta e alguém do besteirol que você deixaria pra sempre numa ilha deserta?
Eu levaria Boi pra uma ilha deserta, porque ele, como bom irmão e boiólogo, ia me proteger de todos os insetos malignos e seres da escuridão. E eu também o deixaria lá depois pra fazer amizade com os elefantes.
Não conheço muitas ilhas desertas que tenham elefante, mas deixa quieto. Qual é a frase que define seu lema de vida?
I do believe in fairies, I do, I do!
Quantos anos você tem mesmo, hein?
21.
O que você acha da sua imagem de muito inteligente? Te agrada ou você desejaria ser conhecida primeiramente sobre outro estigma?
Não sou adepta a rótulos.
Curiosidades:
- Que Camilinha já fez intercâmbio para o Canadá isso todo mundo já ta canadense de saber. Agora, ela pouco revela sobre o mega tour que fez para Europa. A viagem pelo velho mundo, que iria marcar definitivamente todo o pensamento humanista dela, envolveu cidades como Paris, Londres e Bruxelas.
- Apesar de ter ficado um ano fora do país e ter sido obrigada a fazer prova de Ensino Religioso no terceiro ano, Mathias não perdeu o fôlego e foi a primeira colocada no vestibular de Ciências Sociais da UFBA e quarta na classificação geral. Foi aprovada também no vestibular da Unicamp, onde está concluindo a graduação.
- Embora afirme conhecer seu Orixá tanto quanto o Google entende de Candomblé, ela é do tipo que faz por onde quando o assunto é se proteger de mau olhado. Todo ano, alugar um barco e leva, no 2 de fevereiro, perfumes e flores pra Yemanjá. “Mandinga da gente continua...”
- Enquanto boa parte de seus amigos, estavam planejando que lanche comprar quando a moça da bilheteria deu o troco a mais, Camilinha só pensava na forma mais discreta de devolver o dinheiro para não prejudicar a atendente.
- No primeiro dia de aula, pós intercâmbio, Camilinha abre a porta da sala dos professores e diz: “Oieee, alguém lembra de mim?!” SILÊNCIO!
- Até o segundo ano, Camilinha se escondia no banheiro feminino toda vez que avistava Victor Vaqueiro no corredor. Não precisa dizer por que. Quando não conseguia escapar, a gente sempre ouvia o grito de desespero. “Camilinha foi atacada”.
- Na única aula de Educação Física que fez, Daniela Cipó assustou tanto Camilinha na corrida que ela quebrou o dente. Desde então, acha uma selvageria jogar futebol sem alambrado.
- No último Censo Besteiropopuli, Camilinha foi a mais lembrada quando o assunto foi ética, caráter e senso de justiça.







