
Boaventura de Souza Santos, o maior intelectual vivo do mundo, vem pra Salvador. Eu quase choro de emoção e tudo que 99% das pessoas conseguem me dizer é: "sim, mas você vai pra Beyoncé, né?". Faça-me uma garapa.
O primeiro atingiu a pálpebra esquerda, trazendo-lhe o desconforto de estar no mundo. O outro caiu vertiginosamente contra a estrada que seguia. Vendo-o se transformar em nada, se desfazendo diante daquilo que poderia ser a imensidão, sentiu o infortúnio de rasgar-se em vida. E agora que existia, poderia contar algumas histórias

Parado, olhando, entregava-lhe o mundo e ele, cuspindo algumas indiferenças e surpresas, fitava abstratamente o desconhecimento de tudo e daquilo que lhe era mais caro: o não saber nada de si mesmo.