
Embora já esteja em Salvador desde o domingo, vivendo os ditames do mundo cão, somente ontem a Irmandade da Boa Morte encerrou os festejos em Cachoeira, no Recôncavo Baiano (é bom explicar, já que o blog é lido - MISTERIOSAMENTE - até por pessoas de Cascavel). Antes que fique velho demais falar sobre, antes mesmo que eu esqueça que algum dia pensei em fazer um comentário sobre a festa, olhei as fotos para me recordar dos bons momentos desse ano. A verdade é que, desde que conheci a Irmandade, Agosto nunca mais foi o mês do desgosto. Porque se antes eu perdia toda minha energia, todos os meus planos davam errado, inclua na lista, cancelar passagem para Oslo e levar calote por 4 meses, agora, ao menos, desperdiço meu dinheiro e tempo com o melhor licor que já tomei e com o melhor samba de roda que se pode sambar. É difícil mesmo apontar o que é mais legal: se sair de Salvador por uns dias, se ficar num camping que é num balneário de cachoeiras, se é percorrer aquelas ruas, com a redundância da expressão, históricas, tipo um imenso Pelourinho, se é a bebida, a maniçoba, o mistério da festa, a beleza daquelas senhoras, as companhias que a gente leva e arranja, etc. Enfim, essa empolgação toda, mesmo aos 45 do segundo tempo quando tudo parece acabado, define porque, algumas vezes, ser devoto de algo é saudável.
Tome-lhe Samba de Dona Dalva.
A bebida: Licor de Chocolate e de Graviola | Comida: Maniçoba ou Casquinha de Siri| Samba: Casa do Samba de D. Dalva ou na praça mesmo| Bus: Santana. É a única em que os passageiros voltam comentando que o Censo do IBGE apontou mais de 2 mil gays em Santo Amaro da Purificação, terra de Canô.
 |
| As companhias |
 |
| O pôr do Sol na ponte imperial |
 |
| A Irmandade |
 |
| O Pelourão |
 |
| Dona Dalva sambando |
 |
| Depois de uma reza |
 |
| O Licor |
Nenhum comentário:
Postar um comentário