segunda-feira, 9 de agosto de 2010

De Janeiro a Janeiro

Ontem, hoje, amanhã. Todos os dias agora parecem uma sucessão da mesmice, uma soma de rotinas. Não havia ali nenhum fulgor daquela rebeldia, nenhuma vontade declarada de gritar. Era só o silêncio se intercalando com o dia. E tudo ia como o resto – sem aquele gosto de vida. Não era vazio, não era indignação, não era. Aquilo que existia em si era a loucura e era o mundo. E contra eles só poderia reagir sem comedimentos, sem lucidez.

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