Ontem, hoje, amanhã. Todos os dias agora parecem uma sucessão da mesmice, uma soma de rotinas. Não havia ali nenhum fulgor daquela rebeldia, nenhuma vontade declarada de gritar. Era só o silêncio se intercalando com o dia. E tudo ia como o resto – sem aquele gosto de vida. Não era vazio, não era indignação, não era. Aquilo que existia em si era a loucura e era o mundo. E contra eles só poderia reagir sem comedimentos, sem lucidez.

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