sexta-feira, 25 de março de 2011

Procura-se uma cara


E eu que queria escrever mais e melhor só postei coisas levemente constrangedoras até então. E se digo levemente não é para suavizar a péssima qualidade dos posts anteriores, mas tão só e somente pelo fato óbvio de que esse é quase um blog anônimo. Daqueles em que os registros ou resultados para qualquer busca - saliente-se qualquer busca -  ficam sempre perdidos na página 487 da lista do Google.

Poderia agora falar da minha vida pacata e reclusa, dos livros que tenho lido, da maravilha que é Tenda dos Milagres, da bela porcaria que é Cisne Negro e dos poucos planos para o futuro imediato - digo hoje e amanhã de manhã talvez. Embora tudo pareça tão necessário para mim, escrever é uma habilidade efêmera - eventualmente ela passa por você e, a depender das condições, se pode agarrá-la a sua  própria maneira. Nada tem passado por essas correntezas. Voltar a escrever aqui é pela hiperatividade do meu superego. Ele, no masculino mesmo, anda me tolhendo o direito ao silêncio e obriga a rabiscar linhas para esse exercício aborrecedor e imprescindível que é escrever.

Quero mudar a cara disso daqui. Pensei em litetarutura, cinema, lugares e uma outra enxurrada de coisas óbvias como turismo, gastronomia e política. Enquanto não decido se tenho linha ou continuou aqui misturando tudo, é só isso que tem pra viagem.

Março

Se pego, ui, me entrego e fui.

terça-feira, 1 de março de 2011

Com dinheiro ou sem dinheiro, eu me viro em Fevereiro.


Fevereiro acabou ontem e foi a maior loucura do mundo. Estou há meses sem postar nada por falta de tempo, excesso de preguiça e, principalmente, pelos ensaios de verão. Cortejo afro, Harmonia, Sarau du Brown, Psirico, Ilê, Muzenza, Gerônimo, Margareth, Daniela, Timbalada, Baile dos Mascarados...perdi as contas de tantas festas. Vivi a maior paixão de verão, fiz amigos para vida toda, disse adeus pra quem queria ou precisava partir e me soltei no vento. 

Sei que em tese o verão começou em novembro, mas o meu, na prática, não acabou desde o ano passado. Foi muito lindo esse momento todo e sei que quando passar o furacão sentirei saudades. Vai mudar tudo e definitivamente fecharei um ciclo da minha vida. Suspiros bem leves.  Mas pra não chegar melancolia, até quarta-feira de cinzas, meu nome é CARNAVAL. Se prepara, Salvador.

PS: Queria ter escrito um roteiro dos Ensaios pra quem não conhece. Mas o ritmo estava mesmo acelerado.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Também é saudade


Há certas coisas na vida que nunca se encerram: o sussurro de uma canção de ninar, a casa que nos viu crescer, a fruta arrancada do pé  e algum amor perdido nos rumos do vento.


Lavagem do Bonfim


Quem é ateu que viu milagres como eu 
sabem que os deuses sem deus não cessam de brotar

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Vida de Léo Kret vira filme

Uma notícia dessas sempre pega com excessiva supresa a homofobia. Já imaginou Léo Kret nas telas de cinema e nas páginas de um livro? É ou não é pra fazer parte dessa gente desorientada torcer o nariz e achar que 2012 é agora? Sem entrar na seara política, mas é recorrente como, volta e meia nas entrelinhas do discurso sobre a vereadora, gente que se sente e se diz despojada de preconceitos diversos acaba incidindo nas velhas roupagens da opressão. Quer dizer, um intelectual que votou em Léo Kret só queria algazarra política. Ou seja, não pode. Agora um analfabeto que vota em Emiliano José, esse sim tem consciência política, não foi manobrado, etc e tal. Esse pode. Vai entender essa estranha democracia.

Vida de vereadora Léo Kret vira livro e filme




Do iBahia, por Camila Almeida

A dançarina e vereadora LeoKret do Brasil terá sua vida publicada e levada para as telas. O autor Binho Gomes está escrevendo um livro com rimas, poesias e frases de LéoKret e o cineasta argentino Carlos Pronzato produz um documentário sobre a vida dela da infância até a Câmara Municipal de Salvador.O lançamento do livro e do filme será esse ano em data ainda a ser definida.

Lista de promessas


Academia nunca esteve na lista das minhas predileções. Só que, favoritismos à parte, eu morro três vezes de imaginar que algum dia poderei acabar em cima de uma cama, imobilizado, dependendo de todos para fazer absolutamente tudo. Daí, pensando nos meus 22 anos de sonho, de sangue e de América do Sul, estou me dedicando a exercícios pesados diariamente. Acordo às cinco e meia, deixo a soneca rolar por uns 20 minutos e vou puxar ferros. Sabe, se eu disser que não faz parte dos meus princípios, que eu vou de má vontade, etc e tal, seria uma grande bobagem para fazer pose de sedentário intelectual. Malhar realmente me deixa bem. Fazer exercício, independente se algum dia terei o corpo todo trabalhado em músculos, me faz realmente bem. É só o corpo respondendo de maneira positiva a algo que eu mentalmente repetia como: ‘desnecessário, Preta, desnecessário’. E quer mais? Pouco me importa se o gordinho do lado ta morrendo com 2 minutos de bicicleta ou se o marombado-mão-no-saco já fez duas horas de esteira. Não preciso ampliar minha rede social. Enfim, agora aguardem o inverno para que eu sensualize na medina. Até lá, o serviço com o corpo nos bares, ruas, ensaios e academias, continua.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Virada


Deixei naquele mar uma vida. E a onda, que com tanta bravura e imperiosa necessidade apressou-se para os meus pés para tocar algum sentimento, fez nascer outra. Tudo aquilo que escondia os riscos, sumiu na areia sem jamais encontrar qualquer compensação.Foi assim que começou 2011: com a brisa do novo a fazer sussurros sem som em mim.