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sexta-feira, 25 de março de 2011

Procura-se uma cara


E eu que queria escrever mais e melhor só postei coisas levemente constrangedoras até então. E se digo levemente não é para suavizar a péssima qualidade dos posts anteriores, mas tão só e somente pelo fato óbvio de que esse é quase um blog anônimo. Daqueles em que os registros ou resultados para qualquer busca - saliente-se qualquer busca -  ficam sempre perdidos na página 487 da lista do Google.

Poderia agora falar da minha vida pacata e reclusa, dos livros que tenho lido, da maravilha que é Tenda dos Milagres, da bela porcaria que é Cisne Negro e dos poucos planos para o futuro imediato - digo hoje e amanhã de manhã talvez. Embora tudo pareça tão necessário para mim, escrever é uma habilidade efêmera - eventualmente ela passa por você e, a depender das condições, se pode agarrá-la a sua  própria maneira. Nada tem passado por essas correntezas. Voltar a escrever aqui é pela hiperatividade do meu superego. Ele, no masculino mesmo, anda me tolhendo o direito ao silêncio e obriga a rabiscar linhas para esse exercício aborrecedor e imprescindível que é escrever.

Quero mudar a cara disso daqui. Pensei em litetarutura, cinema, lugares e uma outra enxurrada de coisas óbvias como turismo, gastronomia e política. Enquanto não decido se tenho linha ou continuou aqui misturando tudo, é só isso que tem pra viagem.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Xuxa tinha razão: ajuda eu, ajuda!

Então eu decidi colocar anúncios no blog para ver quantos desavisados ou pessoas caridosas ou, vamos falar a verdade, gente que usa o mouse como se tivesse mal de parkinson,  clicariam neles. Durante as primeiras horas, realmente acreditei na possibilidade de algum dia viver do dinheiro dessa página - dá pra se ver que ainda sou um sonhador e que o fato dos sonhos não envelhecerem é um dado preocupante quase sempre. Por quê como poderia ganhar algum trocado nesse site se ele é quase anônimo? Se ele não tem tema, nem periodicidade, nem fidelidade, nem divugação? Se os meus poucos leitores são rechaçados em posts sobre formatura, etc e tal? Pra mim, tudo isso não passava de detalhes logísticos, facilmente superados por qualquer tag popular.  E que mesmo os mais bobos dos conteúdos, ou seja, todos, não impediriam os bondosos leitores de passarem mais tempo procurando mais besteiras. Mas sim, nem tudo no mundo está perdido e as pessoas - algumas - ainda tem critérios. Descobri que, fatalmente, o perfil de quem visita esse blog jamais poderia originar cliques insanos na publicidade. Talvez por isso, hoje, tenha faturado a excelente quantia de 2 doláres e garantido o transporte para casa - dependendo da cotação da moeda, claro. Pensando nisso é que, a partir de amanhã, escreverei sobre Família Restart, Pitty, Bundas, Futebol, Fofocas de Salvador e Região. Porque diferente dos leitores que me acompanham, eu não tenho critérios. Tenho contas.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

A vida é uma bolha

Sempre achei uma grande bobagem o que escrevo aqui. Evidentemente por esse motivo coloquei o blog no anonimato durante alguns verões. A sensação desconfortante de que alguém está lendo o que você diz sem ao menos você souber quem é, só não é mais tensa do que saber que as pessoas, ao lerem você, estão lendo tão somente bobagens e pensamentos medíocres. É como se me reduzisse a isso. Ou é como se eu tivesse que aceitar o fato de que sou isso. 

Não acreditava que pouco mais de um punhado de desocupados passeassem por aqui. Até o dia que coloquei o blog sob a mira do Google Analytics. Não só descobri que pessoas do Brasil inteiro entram aqui, como passam alguns minutos futucando minha vida. As cidades que mais me visitam são Fortaleza e Salvador. Nessas duas semanas, o dia que teve mais acesso foi domingo passado, 30 pessoas. 30 pessoas num dia é 5 vezes mais gente do que eu gostaria de ver num ano inteiro aqui nesse blog. E acessam todo tipo de post, embora exista meu texto meia boca sobre Contos Populares do Brasil (Silvio Romero) apareça com maior destaque, juntamente com o comentário que fiz sobre a novela Viver a Vida e os conflitos raciais. Ninguém comenta muito. 

Essa semana preciso escrever alguma coisa nova aqui. Alguma literatura barata pra aliviar a fúria do mundo e essa insegurança que respira junto comigo.