
Havia terminado, por fim, a esperança de um dia pertencer. Nenhum lugar de seu agrado, nenhuma pessoa de seu carinho, nenhum sentimento de euforia explosiva. Nada parecia existir para além de seus breves contentamentos. Queria ser como o horário fora do relógio ou talvez como a estrada proibida guardando caminhos, matas e ribeirões de cores límpidas. Era para esse desejo insolúvel que se entregava.
A canção do rádio celebrava a intensa melancolia do encontro da chuva com o vidro. E era tudo como uma prisão: silenciosa, entrecortada pelas raivas e cerrada no estampido de certa monotonia. Quando se dava conta sentia a necessidade criminosa de se calar para seguir adiante. Por essa condição é que naquela noite sentiu em seu corpo uma solidão devastadora. Sabia que em breve precisaria de caminhos e de partidas. Nos pequenos olhinhos marejados pela fúria , via-se que tudo não poderia passar de uma grande ilusão, cheia de inconseqüências e de vontades inconciliáveis. E isso, acreditava, era então o não pertencimento.
A canção do rádio celebrava a intensa melancolia do encontro da chuva com o vidro. E era tudo como uma prisão: silenciosa, entrecortada pelas raivas e cerrada no estampido de certa monotonia. Quando se dava conta sentia a necessidade criminosa de se calar para seguir adiante. Por essa condição é que naquela noite sentiu em seu corpo uma solidão devastadora. Sabia que em breve precisaria de caminhos e de partidas. Nos pequenos olhinhos marejados pela fúria , via-se que tudo não poderia passar de uma grande ilusão, cheia de inconseqüências e de vontades inconciliáveis. E isso, acreditava, era então o não pertencimento.
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