
Que quando chegou à casa encontrou jogado na cama aquilo que fora sua vida. E pensou tanto na arrogância de seus sentimentos e no profundo corte das palavras rudes que sorriu. Um riso indigesto e incompreensível. Porque sabia sim, era tudo como um agravamento. Cada dia, era isso: uma sonoridade pesada, um desgosto venenoso. Tinha, por prepotência de um Deus desvairado, a obrigação de cumprir um destino vulgar. E diante do que se via, lançou-se numa maré suave – incondenável até mesmo para a razão, senhora da culpa. Como quem narra a difícil existência de um mundo, costurou-se de violento amor. E assim, sem mais versos e pensamentos, partiu.
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