Eu deletei o Twitter por achar aquilo lá uma bobagem sem fim e sem fins. E continuo achando. Mas reconheço que, às vezes, é importante dizer ao mundo o que está sentindo ou, no caso, fazendo. Mesmo que esse mundo, claro, se resuma a você num monólogo interminável com você mesmo. Tipo, meu caso. Daí que estou com uma dorzinha de cabeça chata desde o domingo ou talvez segunda. Nunca sei precisar quando fico levemente abalado. Até pensei que fosse dengue, mas os sintomas pararam na dor de cabeça. Agora acabei de tomar um daqueles analgésicos super providencias e posso até olhar pra tela do computador sem vontade de quebrá-la. E estou aqui vendo Chico cantar Roda Viva, em 1967, mandando currículo para estágios e pensando na vida enquanto crio coragem para retomar a leitura de Gramsci (Os Intelectuais e a Organização da Cultura). O mais surpeendente do livro foi ver que tem um carimbo imenso sinalizando: Tombamento Patrimonial da UFBA. Levando em consideração as folhas quase soltas, a contra-capa presa por uma etiqueta bizarra e o cheiro, literalmente, desesperado do livro, acho que o tombamento veio tarde demais ou, na melhor das hipóteses, veio com ares de piada mal resolvida.
Ok, voltemos a Gramsci.
Ok, voltemos a Gramsci.
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