
Estava precisando de Clarice Lispector. Sim, eu preciso dela toda vez que preciso sentir. Eu preciso dela toda vez que preciso me entender. A sr. Lispector diz coisas pra mim que ninguém diz. Ela sabe quem eu sou como ninguém sabe. E, vejamos, ela nem me conhece. Então, eu saí do estágio direto para a livraria mais próxima. Comprei A legião Estrangeira, um livro fino, 100 páginas, alguns poucos contos. Seria a dose suficiente para o feriado do primeiro de maio. Seria. Acontece que o mercado editorial está adorando fazer picaretagens literárias. E, nós poucos e raros que fazemos parte do chamado setores médios intelectualizados, ou semi-intelectualizados, ou pretensamente intelectualizados, sempre caímos nessas armadilhas. Cerca de 90% dos contos presentes no livro que comprei estão espalhados em outros livros de Clarice ou concentrados num livro chamado Aprendendo a Viver, que é uma espécie de compilação póstuma. Já li todos. E eu, como bom leitor disciplinado, e como alguém que faz jus ao pouco dinheiro que tem, li o livro todinho, os mesmos contos pela segunda, terceira e até quarta vez. Mas sendo Clarice, eu juro que nem importo de ser vítima dessa picaretagem literária. Minha biblioteca agradece sempre. Eu também.
5 comentários:
Claro! É facinho.
Personalizar -> Layout -> Adicionar um elemento de página -> Lista de links.
Beijo.
As primeiras cinco frases do seu post dizem tudo.
Clarice é cientista do existencialismo!
ah pq meu nome eh gilvan e eu ja li até o minimo bilhetinho de geladeira que clarice já escreveu na vida!!!
¬¬
picaretagem literária é tb vc procurar " água viva " em tudo que é livraria e não encontrar!
como deixaram de editar a minha autobiografia?
também preciso de clarice.
Clarice não era mulher de deixar bilhetinho em porta de geladeira.
Acho que tenho Água Viva, vou dar uma olhada.
Postar um comentário