Não deu tempo de pensar muito para decidir. Como pretendo seguir o caminho da venda dos serviços corporais e como não sei dizer 'não' assim tão facilmente a um "broder amigo" que está na Universidade desde a invasão do campus em 16 de maio de 2001, aceitei o pequeno fardo. Gente, nunca fiz crítica de teatro na vida e agora aqui: http://www.salvadoremcena.com.br/ vocês poderão se iludir diante dos meus parcos conhecimentos e do meu embrotation artístico. Que fique claro que se não rolar ilusão, levanto da cadeirinha e continuo no lucro: nunca disse que poderia fazer o contrário. Mas então, gentchi lynda, acessa lá e ajuda.
O primeiro atingiu a pálpebra esquerda, trazendo-lhe o desconforto de estar no mundo. O outro caiu vertiginosamente contra a estrada que seguia. Vendo-o se transformar em nada, se desfazendo diante daquilo que poderia ser a imensidão, sentiu o infortúnio de rasgar-se em vida. E agora que existia, poderia contar algumas histórias
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Trilogia Shirley
Virá que eu vi
Caetano é uma das coisas mais estupendas que esse recôncavo poderia inventar. Dois dias seguidos assim me deixaram mal acostumado.Até Santo Amaro.
Um índio descerá de uma estrela colorida e brilhante
De uma estrela que virá numa velocidade estonteante
E pousará no coração do hemisfério sul, na América, num claro instante
De uma estrela que virá numa velocidade estonteante
E pousará no coração do hemisfério sul, na América, num claro instante
Depois de exterminada a última nação indígena
E o espírito dos pássaros das fontes de água límpida
Mais avançado que a mais avançada das mais avançadas das tecnologias
E o espírito dos pássaros das fontes de água límpida
Mais avançado que a mais avançada das mais avançadas das tecnologias
Virá, impávido que nem Muhammed Ali, virá que eu vi
Apaixonadamente como Peri, virá que eu vi
Tranqüilo e infalível como Bruce Lee, virá que eu vi
O axé do afoxé, filhos de Ghandi, virá
Apaixonadamente como Peri, virá que eu vi
Tranqüilo e infalível como Bruce Lee, virá que eu vi
O axé do afoxé, filhos de Ghandi, virá
Um índio preservado em pleno corpo físico
Em todo sólido, todo gás e todo líquido
Em átomos, palavras, alma, cor, em gesto e cheiro
Em sombra, em luz, em som magnífico
Em todo sólido, todo gás e todo líquido
Em átomos, palavras, alma, cor, em gesto e cheiro
Em sombra, em luz, em som magnífico
Num ponto equidistante entre o Atlântico e o Pacífico
Do objeto, sim, resplandecente descerá o índio
E as coisas que eu sei que ele dirá, fará, não sei dizer
Assim, de um modo explícito
Do objeto, sim, resplandecente descerá o índio
E as coisas que eu sei que ele dirá, fará, não sei dizer
Assim, de um modo explícito
E aquilo que nesse momento se revelará aos povos
Surpreenderá a todos, não por ser exótico
Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto
Quando terá sido o óbvio
Surpreenderá a todos, não por ser exótico
Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto
Quando terá sido o óbvio
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segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Bença
Uma das peças mais bonitas desse ano é 'Bença', em cartaz no Teatro Vila Velha. Sutil, profunda e absolutamente comovente. Pra ficar horas pensando na vida, na sabedoria dos doutores sem diploma, nos pretos velhos, no tempo e no mar que vai e volta, volta e meia vem e vai. Corre lá, minha gente: é pura beleza!
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sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Onde o sol nascente nem sempre é tão belo
Não precisa proibir o livro. Sítio do Pica Pau Amarelo tem passagens lindas. Agora só não queira me convencer que uma pessoa que sustenta uma sobrancelha dessas não é racista. Porque daí, né, o bigodinho de Hitler vira cicatriz de Harry Potter. So sweet.
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Tá pensando que é bagunça?
Caetano Veloso por Anita Malfati. Eu sei essa mistura está mais pra Festival de Verão Salvador (Mistura Aê!) do que para a antropofagia cultural do Modernimo Brasileiro. É o vale-tudo pós-moderno.
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das lembranças da tarde
Como uma sentença impronunciável, por guardar em si tanta verdade sem sabor de mundo, pensou no absurdo que era ter saudade do futuro. Mas era isso que sentia. Saudade de quem viria, das coisas que guardaria na estante do quarto, da varanda da casa, de pisar nas folhas secas do outono que chegaria, dos livros que cantariam versos. Saudade. Sim, era isso tudo.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
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