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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Há uma semana


Antes que o relógio pudesse marcar seis horas  e que a Ave Maria anunciasse no rádio o repouso do dia, trouxeram a notícia de sua partida. Lá já se reconhecia que tudo sempre é repentino, súbito, e que a morte é por excelência o ato mais dramático dessa peça que vivemos. De repente, ficou ali naquele ventre o desespero se debatendo em grunhidos, um pouco de sangue tentando alimentar uma vida que já não existia. Deitado, tremendo, tal qual ela deve ter tremido, fechando e abrindo os olhinhos como sempre fizera, pensaram juntos em tantas coisas. Ele levantou-se e ela se foi. Não poderiam compreender esse manto invisível que nos cobre e que nos leva ao ser. Diante disso, desse medo, desse não saber, viviam. E para viver também era preciso ir. 

sexta-feira, 18 de junho de 2010

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

56 anos até o dia D


Um quizz do facebook disse que eu irei morrer aos 77 anos, retirando o lixo de casa. Significa dizer que tenho apenas 56 anos de vida e que toda aquela dose de cinismo e de drama que poderiam coroar meu grande final definitivamente não passará de uns garrafas vazias de whisky e um enlatado de carne moída. Tá, não se anime não que é só um teste.