Já que tirei o dia pra rodar com as celebridades e visitei o Ego, encerro a saga falando de Harry Potter. Emma Watson, que interpreta Herminone (não trabalhamos com o adjetivo 'bruxinha'), virou mesmo o grande frisson da saga. Sabe como é, né? A pessoa despreza qualquer primeira página de tablóide inglês e todos os tablóides a colocam sempre em destaque. Não fala sobre a vida privada e basta um saidinha pra padaria que o trapo que a pessoa veste vira objeto de estudo na Vogue. Se ela pensou em largar a carreira e, sei lá, virar cirurgiã, o nome é citado 5 milhões de vezes no google nas primeiras horas e haverá quem diga que existe uma ameça coletiva de suicídio. Ok, that's fine.
Do trio, ela foi a mais talentosa. A mais simpática e a que, aparentemente, tinha absoluto domínio sobre cada passo da carreira. Controlou tudo. Exatamente por essa cisma, perseverança e certa resistência sempre rolou aquele expectativa de quando publicariam fotos dela com pó no nariz, calcinha deixando tudo à mostra, furtos em lojas de biquinis e loucuras absurdas que perfazem o cotidiano de Lindsay's, Britney's e Amy's. Perdeu, playboy, não rolou nada disso.
Daí que ela também entendeu que nada mais agradável do que celebridade que mostra personalidade. Que , saliente-se, efetivamente mostra personalidade. Pronto, foi lá e picotou o cabelo. Ficou lindo. Igual ao cabelo de quase todo mundo que acorda e quer testar o efeito da tesoura no cabelo. Tá, continuou lindo. Mas agora me diz: ela tá ou não tá na pegada sou-anos-70-vim-aqui-nesse-festival-cantar-uma-canção-de-Belchior: Como os Nossos Pais. Numa boa, Elis com 18 anos.


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