domingo, 20 de abril de 2008

Aí, ó...


Hoje é o aniversário de Rubens, meu primeiro grande melhor amigo. Faz uns oito anos que eu o conheci. Nesses anos todos, eu nunca briguei com ele. Nunca mesmo, nenhuma discussãozinha, nada. Ele ainda era uma pessoa tímida. E agora escrevo não apenas para expor meu apreço, minha consideração, minha amizade. É quase que uma obrigação dizer algumas coisas pra ele e só me sinto mais livre se for escrevendo. Rubens é um exemplar único. Foi o único, na verdade, que me provou que músculos e inteligência podem ser altamente compatíveis. Sim, ele sempre foi uma das pessoas mais inteligentes, com uma memória visual impressionante, do tipo que dominava qualquer assunto e tema se alguém conseguisse explicar claramente do que se tratava. Ele bem sabe que isso era impressionante. E o conhecendo bem, ele ainda deve continuar sendo assim lá em Direito. Ele é um amigo que some, some mesmo. Aí você deixa um scrap e um século depois ele te liga brincando, fingindo ser outra pessoa e você (eu) acredita e leva a sério. E é engraçado porque toda vez que a gente se bate (e é verdade que queria encontrá-lo mais vezes) é como se ainda estivesse ali, sentado em uma das cadeiras da escola, ele contando alguma piada ou me fazendo quebrar a cabeça para responder alguma dúvida e parece, juro, que nada mudou. E antes que esse texto se alongue demais, quero só esclarecer que sendo a primeira pessoa que me disse “oi” naquela escola, sendo o meu primeiro grande melhor amigo, e sendo uma das pessoas que eu mais admiro e que mais considero você tem a obrigação de passar o restante da vida ligando de vez em quando, contando piadas, perturbando a ordem (das pessoas e do país, rsrs), dizendo besteiras, mantendo esse coração generoso e sendo esse amigo fantástico que tem sido ao longo desses anos todos. Meu amigo, você sabe que está no meu coração. E é para sempre.

PS*: Tive que viajar hoje, então, vou estar em espírito na sua comemoração, ok? E nem adianta dizer que não vai me perdoar porque eu sei que você vai.

Um comentário:

Reny disse...

É verdade, esse caso de Nardoni, assim como o de Suzane, é um exemplo do que a imprensa e a sociedade não deve ser ou seguir.

E eu lembro desse Rubens, ele era da Veritas, né? :)

Beijo!