segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Preguiça e Literatura


Eu queria tanto ter disposição para escrever resenhas sobre os livros que leio. O máximo que consigo fazer é recomendar. Ano que vem, de cada 3 livros que eu ler escolherei 1 para fazer uma resenha legalzinha. Aproveito meu costume e recomendo Trópico de Câncer, de Henry Miller. É alucinante. Eu peguei no livro 3 vezes apenas. Cada sentada 100 páginas. Também achei aqui no computador a lista de livros do ano passado. Salvos exceções, como Jorge Luís Borges, gostei de muitos aí....a lista de 2008 é uma vergonha pela quantidade de títulos. Mas, enfim, tive problemas demais pra me preocupar com literatura.


Livros de 2007

1)Olhai os Lírios do Campo (Érico Veríssimo)
2) Brasil: Nunca Mais
3) A rua das ilusões perdidas (John Steinbeck)
4) Memória do Fogo: Os Nascimentos (Eduardo Galeano)
5) Ensaio sobre a Lucidez (José Saramago)
6) Harry Potter and the Goblet of Fire (J.K.Rowling)
7) A reportagem (Nilson Lage)
8) Do Amor e Outros Demônios (Gabriel Garcya Márquez)
9) Contos (Machado de Assis)
10) Mídia Controlada (Sérgio Mattos)
11) O Estado Burguês e a Revolução Socialista
12) Minha Razão de Viver (Samuel Wainer)
13) Chatô: O rei do Brasil (Fernando Morais)
14) Vagamundo (Eduardo Galeano)
15) A menina que roubava livros (Marcos Zusak)
16) Madame Bovary (Gustave Flaubert)
17) O general em seu Labirinto (Gabriel Garcia Márquez)
18) História das Internacionais Socialistas (Alicia Sagra)
19) Dom Quixote (Miguel de Cervantes)
20) Harry Potter and the Deathly Hallows (JK Rowling)
21) O Mundo de Sofia (Jostein Gaardner)
22) A Insustentável Leveza do Ser (Milan Kundera)
23) Mestre Gil de Ham (J.R.R.Tolkien)
24) Crônica de uma Morte Anunciada (Gabriel Garcia Márquez)
25) Laços de Família (Clarice Lispector)
26) A metamorfose (Franz Kafka)
27) O Veredicto (Franz Kafka)
28) A Revolução dos Bichos (George Orwell)
29) O povo Brasileiro (Darcy Ribeiro)
30) Fundamentos do Áudio (Miguel Ratton)
31) Alice no País das Maravilhas (Lewis Carrol)
32) 1968: O ano que terminou (Zuenir Ventura)
33) Comunicação, Jornalismo e Meio Ambiente (Wilson da Costa Bueno)
34) O teatro do bem e do mal (Eduardo Galeano)
35) O dia em que Getúlio matou Allende ( Flávio Tavares)
36) A Via Crucis do Corpo (Clarice Lispector)
37) Últimos Poemas (Pablo Neruda)
38) A Ignorância (Milan Kundera)
39) Ficções (Jorge Luis Borges)
40) Aprendendo a Viver ( Clarice Lispector)
41) The Catcher in the Rye (J.D. Salinger)
42) Quintana de Bolso: A rua dos Cataventos e Outros Poemas (Mário Quintana)
43) Os funerais da Mamãe Grande (Gabriel Garcia Márquez)
44) Bubos no Paraíso (David Brooks)
45) Um sopro de Vida (Clarice Lispector)
46) Carlos Marighella: O inimigo número da Ditadura (Emiliano José)
47) Memorial do Convento (Jose Saramago)
48) O Velho e o Mar (Ernest Hemingway)
49) Eva Luna (Isabel Allende)
50) O retrato de Dorian Gray (Oscar Wilde)

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Baile Esquema Novo

Vem aí o Baile Esquema Novo. A melhor opção para um sábado a noite. Sério. Mesmo quando não é tão bom assim, é melhor do que qualquer outra coisa que rola na cidade.

Quando: Sábado, 13 de dezembro, o último baile do ano.
O que: Festa de música nacional
Que horas: Assim começa 23h, mas todo mundo entra mesmo meia noite e só sai de manhã, tipo umas sete.
Quanto: 15 reais, mas se eu tiver sorte e ganhar a promoção fica de graça.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Decadência


O resultado da crise internacional no Brasil é tão fácil de ser previsto que me dá até impaciência:

Os ricos continuarão indo à Daslu e olhando as coisas do alto, a classe média vai viajar menos pra Europa, os desempregados do 1º e 2º setor serão incorporados a serviços ou seguirão para o comércio informal, a classe C vai abrir menos mercadinhos e lojinhas porque os bancos vão segurar o crédito, e a base da pirâmide vai esperar a crise chegar até o dia que ela acabar. Tirando isso, nenhuma mudança relevante.


E, por favor, não acreditem que o Partido Comunista Chinês poderá decidir se o capitalismo viverá, como quer a Caros Amigos, e tampouco caia na bobagem de achar que os pacotes bilionários do governo americano são feitos para salvar você e o mundo, como quer a Veja.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Sorte de Hoje: Você será um pouco mais inteligente

Me responde uma coisa: dá pra confiar no bom senso de quem confia na Sorte de Hoje do orkut? Não tem coisa mais patética, a exceção, é claro, das frases de Clarice Lispector em 90% dos perfis , do que essas pessoas que ficam colocando nos seus respectivos scrapbooks a Sorte de Hoje. O mais engraçado é que ninguém diz acreditar naquilo, o que dado o grau de realidade e comprovação científica, é até louvável. Mas é só aparecer coisas como: Você viajará para muito longe pra aparecerem comentários do tipo: "auhauha, Tô indo pra Irará"! E eu sei, acreditem (acredite quem? ninguém mais lê isso aqui; então, posteridade, acredite) que existem pessoas que colocam a frase do dia pra depois, pasmem, que o dia acabar conferir se aconteceu aquilo mesmo e debochar do orkut por não ter acertado. Posso?

Nesse vídeo, Marisa Monte interpreta um clássico de Candeias, mas que só ficou Clássico mesmo na intepretação de Cartola.

http://www.youtube.com/watch?v=doU59v5LxVY

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

De novo...


"Se, de repente, um menino vem ao encontro de vocês, se ele ri, se tem cabelos dourados, se não responde quando é perguntado, advinharão quem ele é. Façam-me então um favor! Não me deixem tão triste: escrevam-me depressa dizendo que ele voltou". ( Saint-Exupérry)


Comprei uma nova versão do Pequeno Príncipe. Continua tudo perfeito. Aí eu lembrei que a imagem que abre esse blog, foi de um ensaio que fizemos inspirado no livro. E continua tudo perfeito.

sábado, 15 de novembro de 2008

Baile Esquema Novo


Baile Esquema Novo, Sábado, 23h,Boomerangue, Rio Vermelho, é só chegar

domingo, 17 de agosto de 2008

Contando histórias


Eu até tentei começar um resenha sobre Forrest Gump. Vi o filme hoje a tarde - sim, cerca de 14 anos após o lançamento e depois de já ter sido inúmeras vezes repetido pela Globo. Mas eu comprei o dvd e vi. E, bem, eu não estava disposto a escrever, a elogiar o filme, a história, a saudar mais uma vez Zemickis e a dizer que Tom Hanks pode ser um bom ator quando quer. O único problema do filme, aliás, o único problema que eu tive com o filme é que não veio nenhuma contra indicação do tipo: não recomendado para domingos à tarde. E essas coisas sempre são muito graves.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Inventando saveiros


Tudo tem andado como há sete meses atrás. Quer dizer, quase tudo. Não tem mais o carnaval, não tem mais as tantas expectativas de antes, também os meus amigos já não são mais os mesmos, eu nunca tive tão pouca fé nas pessoas e no mundo como tenho hoje, e agora eu passo as horas vagas entre a cama, o computador e um livro sofrível do Neil Gaiman, Coisas Fragéis. Ando sem vontade de tudo e não consigo mais olhar para o quarto, para a cama, para o livro e pra essa vidinha mais ou menos de sempre. Em compensação, nesses sete meses acho que me tornei mais decidido, independente e fazendo menos questões de muitas coisas, deixando aos poucos de precisar fazer tipos pra não magoar pessoas que não mereciam tanto valor ou atenção. Ficaria atordoado com a persperctiva desse ano acabar dessa forma. Então, eu decidi que viajo dia 06 de setembro. Decisão importante tomada a muitos custos e a base de muita determinação. Mas da viagem eu falo depois.
Meu pai e minhas duas dias por parte de mãe ou se preferir meu pai X minhas duas tias por parte de mãe, já que apesar de habitarem a mesma cidade eles se ignoram completamente, querem que eu vá pra Ubaitaba antes de partir. A cidade nunca me soou tão inóspita quanto agora. Eu não gosto mais de lá, sabe? Na infância, deu pra correr, inventar monstros e mundos fantásticos, desenvolver minha imaginação e me arriscar a ser menos ignorante. Mas quando a gente cresce, sob a égide de uma metrópole, as coisas ficam bem diferentes e começamos a perceber que há transformações que alteram o cursos das coisas para sempre, mudanças que sabemos, no íntimo, serem irreversíveis. E, por isso, fico resistindo tanto a voltar. A cidade é moldada nos padrões da desigualdade urbana do Brasil: 1% da pequena população constitui o topo, e 99% sobrevivem com muito pouco e com muitos filhos. Em ano de eleição, a cidade se movimenta porque chega o momento de decidir quem serão os agraciados pela máquina pública com dinheiro e poder. Fora isso, as coisas só conseguem romper o banal e o corriqueiro em época de São João (que eu detesto) ou quando alguns tantos se reúnem em botecos emporcalhados pra falar da vida alheia, o que, definitivamente, não me parece muito interessante. Nas últimas vezes que fui lá, permanecia tanto tempo em casa que quando fui embora senti falta das paredes do quarto. Até mostrar a cara na varanda estava virando raridade. Azul, amiga há algumas datas do Isba, me chamou pra ir pra Ilhéus. Isso me estimulou. Ilhéus pode ser um lugar bom com pessoas certas. Eu também tenho parentes lá. São pessoas legais, bonitinhas, com emprego fixo, que iam me tratar super bem caso quisesse ficar na casa de algum deles ou no hotel da família. Mas não ia dar certo. Faltaria assunto da hora que eu acordasse até a hora do jantar e já não consigo mais puxar assunto perguntando como anda o futebol ou ensaiando piadinhas sobre o fracasso de Felipe Massa na última corrida.
Sob certa medida, esse foi um tempo que deixei de fazer questão de muitas coisas e firmei outras tantas concepções sobre tudo e todos. Sei que isso pode ser passageiro, mas passei a dar muito mais valor a momentos, ao tempo presente e esquecer de algumas coisas e pensar em outras como projetos de vida. E minha vida, nesse momento, passa por sair um pouco do ambiente de casa, de coisas que me ligam a vida pregressa à Salvador, e também dar um pouco de tempo para as pessoas e amigos que tenho aqui - respirar novos ares e ver como as coisas serão quando voltar. E, apesar da gente sempre se divertir muito com coisas toscas e caminhadas torturantes, acho que não vou ver Azul, nem Ilhéus nem Ubaitaba. Mesmo com todos os problemas e toda a preocupação e todo o estresse desses sete meses, agora posso sentir que estou aprendendo a vez de me lançar. Então, viajo dia 6 para São Paulo. Posso ir pra Dublin, estudar inglês e artes, mas posso seguir viagem por toda a América Latina, sonho acalentado antes de Diários de Motocicleta virar blockbuster. Tenho 23 dias para decidir algo muito importante para minha vida e, no entanto, tudo que consigo pensar é no que vou fazer daqui a 30 minutos. E estou absolutamente tranqüilo.
A saudade da escola diminuiu bastante. As pessoas com quem eu queria estar continuam comigo num encontro imprevisto, num telefonema, num recado, numa piada, num ponto de ônibus e nas lembranças. Algumas se afastaram e naturalizei isso como sendo apenas caminhos que se encontram durante uma longa jornada, mas que se separam quando chega a hora. Por mais que as pessoas não se vejam, não se falem, não se olhem, existiu um momento, impossível de ser apagado com ódio, em que estiveram juntas e isso, acredito agora, tem um peso muito forte na continuação da nossa caminhada. Por outro lado, outras pessoas chegaram e ando refletindo sobre o efeito que elas tem provocado em minha vida. E é bem assim que tenho passado minhas horas, meus dias e meus sete meses: pensando, agindo, roendo unhas, aproveitando os dias, as festas, a praia, essa cidade linda e algumas tantas pessoas que ainda valem a pena.


Essa é uma das músicas mais bonitinhas que eu descobri indo num desses inúmeros shows desse ano:

(Composição: Gonzaga Jr)
São coisas dessa vida tão cigana
Caminhos como as linhas dessa mão
Vontade de chegar e olha eu chegando
E vem esta cigarra no meu peito
Já querendo ir cantar noutro lugar
Diga lá, meu coração da alegria de rever essa menina
E abraçá-la, e beijá-la
Diga lá, meu coração, conte as histórias das pessoas
Nas estradas dessa vida
Chore essa saudade estrangulada
Fale sem você não há mais nada
Olhe bem nos olhos da morena
E veja lá no fundo a luz daquela primavera
Durma qual criança no seu coloSinta o cheiro forte do teu solo
Passe a mão nos seus cabelos negros
Diga um verso bem bonito e de novo, vá embora
Diga lá, meu coração
Que ela está dentro em meu peito e bem guardada
E que é preciso mais que nunca prosseguir
Espere por mim, morena
Espere que eu chego já
O amor por você, morena
Faz a saudade me apressar...