domingo, 26 de abril de 2009

Desafetos dominicais


Música gringa é um lixo, um lixo.


A vida dando voltas sobre um mesmo lugar.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Santa Chuva, saudade e outras coisas mais.


Semana começando na quarta-feira é a melhor coisa que pode acontecer. Minto, essa chuva belíssima aí fora consegue superar. Ontem fez 22 graus aqui. Levando em consideração que segunda-feira pela manhã eu caminhava pra faculdade sob um sol de 34, posso dizer que isso é quase um inverno glacial. E há pessoas reclamando. Mas reclamar do temporal ou da cidade que não tem infra-estrutura pra suportar 10 minutos de chuvisco?
Amanhã tenho aula de novo. De verdade, será que algum dia eu poderei ficar feliz de fazer coisas legais? Senti tanta saudade da viagem ontem que até sonhei que nadava por um gruta e, do outro lado, me deparava com, pasmem, os Andes e, claro, nevando. Juntarei dinheiro esse ano, juntarei dinheiro esse ano, juntarei dinheiro esse ano....

Mountain Bike: é como sua vida, sabe? Tem quedas maravilhosas, subidas lastimáveis, paradas, cenários bonitos e outros bem degradantes em vista, vontade de voltar, risco de se acabar em algum descuido, sensação de liberdade absoluta em alguns segundos, e, claro, define bem o que eu sempre digo da vida: no fim, é você e você e nada mais. Comassim eu elogiei o Mountain Bike? Quando cheguei ao hostel, quase xinguei o cara que me indicou o passeio - teve uma curva, a bicicleta passou descontrolada e por dois dedos eu não me bati naquele carro. E eu viajei SEM seguro saúde, SEM, foi demais me imaginar destroçado SEM um médico pra dar auxílio. Crianças não façam isso. Não façam.

Ney cantando Poema de Cazuza. Me acaba:

De repente a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua
Que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio mas também bonito
Porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu
Há minutos atrás

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Eu quero ligar, eu quero um lugar






Ao sol de Ipanema, cinema e televisão!


Abrir a segunda-feira exige doses cavalares de Maria Bethânia cantando Chico Buarque.

Sente o clima dessa sequência:

Sem fantasia (Vem, meu menino vadio, vem, sem mentir pra você - Com aquele "vem" que só ela faz)

Bem querer (E quando o meu bem-querer ouvir, o meu coração bater demais, há de me rasgar com a fúria, a fúria, a fúria, a fúria dos animais - Rasgando cada "r" daquele jeito dramático)

Sem açúcar (Dia ímpar tem chocolate, dia par eu vivo de brisa, dia útil ele me bate, dia santo ele me alisa - Dá até pra imaginar a mão na cintura)

Atrás da Porta (Quando olhaste bem nos olhos meus - Segura a respiração)

Com açúcar, com afeto/Cotidano/Carolina (Logo vou esquentar seu prato, dou um beijo em seu retrato e abro os meus braços pra você - Emenda com Cotidiano e tiops, é a parte mais viciante do disco, explosiva. E, bem, ela ainda canta Carolina, "eu bem que mostrei a ela, o tempo passou na janela e só Carolina não viu." Fechação)

Valsinha, Tatuagem e Bom Conselho (E foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos como não se ouvia mais, que o mundo compreendeu e o dia amanheceu em paz - De acordo comigo mesmo, é uma das melhores músicas já feitas no mundo. Apresente-me uma melhor e será somente equiparável. E Tatuagem, né? É abusivamente bom ver a voz de Bethânia grudando das palavras, parou)

Rosa dos Ventos (E a multidão vendo em pânico, e a multidão vendo atônita, ainda que tarde
o seu despertar - Dessas interpretações tipo Olhos nos Olhos, no começo do disco, que faz a gente pensar que a música é só dela. E, tá, de fato, é.)

Cálice (Como beber dessa bebida amarga, tragar a dor, engulir a labuta. A letra é data? É. Regravada incontáveis vezes? É. Já teve fase de enjoar e fase de não parar de ouvir? Absolutamente. Mas alguém discorda de que continua sendo uma preciosidade avassaladora e extremamente comovente?)

Baioque (Quando eu canto, que se cuide quem não for meu irmão - É a letra que dá título ao post. Não existe sedução maior do que a parte: "Mamy, não quero seguir definhando sol a sol. Me leva daqui, eu quero partir requebrando rock'n roll, nem quero saber como se dança o baião, eu quero ligar, eu quero um lugar, ao sol de Ipanema, cinema e televisão"- Não existe.)

Dois E Aindas:

E ainda (1)
tem Olhos nos Olhos, Terezinha, O meu amor (quem não gosta daquele "viu?" no final, desconhece bom gosto, beijos), Bárbara, Mar e Lua, Todo o sentimento, João e...Tipo, o disco TODO! Melhor não comentar, 200 páginas me esperam repousando lindamente na minha cama.

E ainda (2)
me pedem pra suportar essa gente ouvindo Ting Tings e Arctic Monkeys. Ora se...

Fotos: E ainda dizem que Bethânia não é bonita. Sure?

domingo, 19 de abril de 2009

¿Porque no te callas?


Dar As Veias Abertas da América Latina pra um presidente americano seria a piada diplomática mais cômica da década se não estivesse o gesto carregado de boas e sinceras intenções. Palhaçada!

Foto: E, tio, a idade chega pra qualquer um, né? Pra qualquer um.


Pergunta de domingo

O que fazer com as pessoas?

Alguém tens uns trocados e uma cabana digna aí?

sábado, 18 de abril de 2009

Velha roupa colorida

Aproveitando o sumiço repentino da renite, vasculhei umas fotos antigos no acervo. Mesmo com uma lista de afazeres extensa, perigosa e, em partes, aborrecedora, esse é o tipo de atividade que subverte prioridades e me qualifica, hummm, pausa, pra vida.



Lição do dia: ou você consegue um estágio e compra roupas novas ou você sai do enquadramento segundos antes de alguém disparar o flash.
Confissão do dia: Tá, é verdade, eu sou adepto do bate-torce, não conseguiria viver sem meus lobos, me apego a algumas roupas e acho que a psicologia me entenderia mais do que a economia.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Perigo


A garganta tá inflamada e a renite está caminhando pra uma gripe. Ou chove muito ou faz muito sol, as duas coisas alternando de 10 em 10 minutos não produz bem estar pessoal. Sonolência em excesso mandando lembranças.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Na lama


Fim da linha, queridão, o briquedinho não tem mais graça: desce! Estou na lama. Tá na hora de acabar com essa história em que me jogaram. Eu não escolhi, tá? Eu não escolhi.