segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Caetano Veloso apresenta Abraçaço em Buenos Aires




Quase um ano depois de se apresentar pela última vez na Argentina,  Caetano Veloso trouxe novamente, na noite deste domingo (02), para Buenos Aires o aclamado show Abraçaço. A turnê, que vem rodando o mundo e recebendo críticas positivas na imprensa nacional e internacional, foi bem recebido pelo público porteño que lotou o Estádio do Luna Park numa noite fria e chuvosa. No repertório, canções atuais como "A Bossa Nova é Foda", "Um comunista", homenagem ao baiano guerrilheiro Carlos Marighella, "Parabéns", "Império da Lei", se revezaram com os clássicos cantados em coro pelos argentinos: "Leãozinho", "Baby", "Você não entende nada". Um dos pontos altos foi quando o baiano cantou quase à capela Tonada de Luna Llena, do compositor venezuelano Simón Diaz.

Caetano, que desde o início da "trilogia rock", em 2006, é acompanhado pela versátil Banda Cê (Pedro Sá, na guitarra, Ricardo Dias Gomes, baixo, e Marcelo Callado, bateria) reafirmou porque é considerado um dos principais nomes da música mundial. Com uma voz quase irretocável e com swing discreto, a apresentação de quase 2h seduziu pelo vigor e pela capacidade constante que o músico tem de se renovar e de apresentar coisas novas: das letras tristes, pesadas, a uma sonoridade carnavalesca.

Diferente da apresentação anterior, em que foi ovacionado por quase 25 minutos, o baiano quase não falou. “Estoy feliz de estar otra vez en Buenos Aires” e "muchíssimas gracias" foram dois dos poucos momentos de interação direta com o público. Mesmo assim, voltou ao palco duas vezes e encerrou repetindo como um espécise de mantra final os versos da música "Desde que o samba é samba": cantando eu mando a tristeza embora.

A turnê latinoamericana segue agora para Santiago, no Chile, retornando para as cidades argentinas de Córdoba, Rosário e Mendoza, nos dias 07, 09 e 11 de novembro respectivamente.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Vamos acabar com essa praga


João Donati, 18 anos, pernas e pescoços quebrados, encontrado num terreno baldio na região metropolitana de Goiânia com um bilhete dentro da boca: vamos acabar com essa praga.


Mas sei que uma dor assim pungente
Não há de ser inutilmente

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Puxando o cabelo, nervoso

Vez em quando, quando me sentia longe, dava por mim.


segunda-feira, 8 de setembro de 2014

sexta-feira, 17 de maio de 2013

O cheiro que tinha um dia o próprio vento


Mas no todo ha de ser ruina y vacío
No todo desescombro ni deshielo
Encima de este hombro llevo el cielo
Y encima de este otro, un acho río

Blas de Otero

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Para apalpar as intimidades do mundo é preciso saber:



a) Que o esplendor da manhã não se abre com faca
b) O modo como as violetas preparam o dia para morrer
c) Por que é que as borboletas de tarjas vermelhas têm devoção por túmulos
d) Se o homem que toca de tarde sua existência num fagote, tem salvação
e) Que um rio que flui entre 2 jacintos carrega mais ternura que um rio que flui entre 2 lagartos
f) Como pegar na voz de um peixe
g) Qual o lado da noite que umedece primeiro.
Etc.
etc.
etc.
Desaprender 8 horas por dia ensina os princípios

Manoel de Barros


domingo, 28 de outubro de 2012

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Da montanha


E assim, quando o vento passou e levou tudo o que existia, a nuvem de poeira descortinou diante dos olhos a visão encantadora do que ninguém mais poderia ver: o mundo inteiro brilhando num suspiro de infinito.